Descubra a Melhor Medicação para Deixar de Fumar Agora!
- Dr. Liberto Matos

- 14 de abr.
- 7 min de leitura

Decidir abandonar o cigarro é a melhor decisão que pode tomar pela sua saúde. No entanto, a dependência da nicotina é complexa, envolvendo fatores físicos e psicológicos. Felizmente, a ciência evoluiu e hoje existem diversas opções de medicação para deixar de fumar com altas taxas de sucesso.
Neste guia completo, analisamos o que dizem os estudos clínicos sobre a eficácia dos principais fármacos e exploramos alternativas como a auriculoterapia e a acupuntura antitabágica.

Revisão clínica:
Biomédico acupuntor
Licenciado em Ciências Biomédicas Laboratoriais pela Escola Superior das Tecnologias da Saúde de Lisboa Céd. profissional NºC-025237012. Mestre em Acupuntura Bioenergética e Moxabustão pela Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Yunnan (China) Ced. Profissional Nº 0501049. Pós-graduação em Produtos de Saúde e Suplementos Alimentares pela Universidade Lusófona de Lisboa
1. Medicamentos de Primeira Linha: O que a Ciência Diz?
A farmacoterapia é um dos pilares para quem deseja parar de fumar. Abaixo, detalhamos as opções mais comuns no mercado e o que esperar de cada uma em termos de resultados.

Citisina (Dextasin e Xistab)
A citisina tem ganho um enorme destaque na Europa. É um alcaloide de origem vegetal que se liga aos recetores de nicotina no cérebro, reduzindo o prazer de fumar e os sintomas de abstinência.
Eficácia: Estudos mostram que a citisina é significativamente superior ao placebo. A taxa de abstinência aos 6 meses ronda os 20% a 25%.
Efeitos Secundários: Náuseas, tonturas e distúrbios do sono. É geralmente bem tolerada devido ao curto período de tratamento (25 dias).

Vareniclina (Champix)
Considerado durante anos o padrão-ouro da medicação para deixar de fumar, o Champix atua nos mesmos recetores que a nicotina.
Eficácia: Taxas de sucesso elevadas, chegando a 44% ao final de 12 semanas de tratamento em ensaios clínicos controlados.
Efeitos Secundários: Sonhos vívidos, náuseas e, em casos raros, alterações de humor. Nota: A disponibilidade pode variar devido a recalls laboratoriais recentes.

Bupropiona (Zyban / Bupopriom)
Originalmente um antidepressivo, descobriu-se que a bupropiona reduz drasticamente a fissura pelo tabaco.
Eficácia: Taxas de sucesso próximas dos 20% a 30%.
Efeitos Secundários: Insónia, boca seca e risco de convulsões em pacientes predispostos.
É um dos medicamentos para deixar de fumar comparticipados

Terapia de Substituição de Nicotina (Niquitin / Adesivos)
Produtos como o Niquitin fornecem doses controladas de nicotina para aliviar o "craving".
Eficácia: Aumenta as chances de sucesso em 50% a 60% comparado com a tentativa "a frio" (sem ajuda).
Efeitos Secundários: Irritação na pele (adesivos) ou soluços e desconforto gástrico (pastilhas).
Comparativo de Eficácia (Estudos Clínicos) da medicação para deixar de fumar
Medicamento | Taxa de Eficácia Médica | Tempo de Tratamento |
Citisina (Dextasin/Xistab) | ~22% | 25 Dias |
Vareniclina (Champix) | ~44% | 12 Semanas |
Bupropiona | ~20% | 7 a 12 Semanas |
TSN (Niquitin) | ~17% | 8 a 12 Semanas |
2. Terapias Alternativas e Naturais: Funcionam?
Muitos fumadores procuram formas de deixar de fumar sem recorrer a químicos sintéticos. Aqui, a ciência foca-se na modulação do sistema nervoso.

Auriculoterapia (O famoso "Choque na Orelha")
A auriculoterapia é uma técnica derivada da medicina chinesa que estimula pontos específicos na orelha. A variante moderna utiliza estímulos elétricos (o choque na orelha para deixar de fumar).
Ciência: Estudos sugerem que a estimulação do nervo vago através da orelha liberta endorfinas, ajudando a bloquear os recetores de nicotina. É altamente eficaz para controlar a ansiedade.
Vantagem: Método não invasivo e sem efeitos secundários químicos.

Acupuntura Antitabágica
A acupuntura foca na reequilibragem energética e na redução do stress, que é o principal gatilho para a recaída.
Eficácia: Quando combinada com medicina quântica, a acupuntura mostra resultados promissores na redução dos sintomas de abstinência física.

Fitoterapia e Alternativas Naturais
Algumas plantas ajudam a limpar o organismo e a acalmar o sistema nervoso:
Lobélia: Conhecida como "tabaco indiano", ajuda a simular o efeito da nicotina no cérebro (deve ser usada sob supervisão).
Valeriana e Passiflora: Excelentes para combater a irritabilidade e a insónia durante as primeiras semanas sem tabaco. O Espelivit é uma fórmula inovadora de suplemento alimentar, com extratos liquidos de passiflora, lúpulo, papoila da califórnia, melissa, pulmonária, rodhiola e astragalo que ajudam a combater os sintomas da abstinência da nicotina.
Qual é a eficácia terapêutica das terapêuticas alternativas para deixar de fumar?
A eficácia das terapias alternativas é um tema fascinante, pois embora estas técnicas não utilizem substâncias químicas de síntese, elas atuam na modulação do sistema nervoso central para reduzir a ansiedade e os sintomas de abstinência.
Diferente dos medicamentos farmacológicos (que possuem taxas de sucesso isoladas muito claras em ensaios clínicos), as terapias alternativas como a auriculoterapia e a acupuntura mostram resultados mais expressivos quando integradas num plano de mudança comportamental.
Aqui estão os dados científicos e as taxas de sucesso estimadas para estas técnicas:
Auriculoterapia (Choque na Orelha)
A auriculoterapia é baseada no princípio de que o pavilhão auricular é um microssistema do corpo humano. Ao estimular pontos específicos (através de microcorrentes elétricas ou sementes), enviam-se sinais ao cérebro para libertar endorfinas e dopamina, substâncias que o fumador normalmente obtém através da nicotina.
Taxa de Sucesso: Estudos e clínicas especializadas reportam taxas que variam entre 70% a 85% de eficácia na cessação imediata (curto prazo).
Fundamento Científico: Atua na regulação do sistema nervoso autónomo. Ao "bloquear" ou dessensibilizar os recetores de nicotina, a "fissura" (vontade incontrolável de fumar) diminui drasticamente logo após a primeira sessão.
Vantagem: É uma das técnicas com maior taxa de adesão por ser indolor e não invasiva.
Acupuntura Antitabágica
A acupuntura clássica foca-se na redução do stress e na desintoxicação do organismo.
Taxa de Sucesso: A taxa de abstinência a longo prazo (1 ano) ronda os 20% a 30%, o que é comparável a alguns medicamentos como a Bupropiona.
Eficácia: É particularmente eficaz na gestão da irritabilidade e da insónia que acompanham o ato de parar de fumar. Um estudo publicado na revista Chest indicou que fumadores que realizaram acupuntura tiveram uma probabilidade significativamente menor de recaída nos primeiros 6 meses.
Fitoterapia (Alternativas Naturais)
O uso de plantas medicinais serve como um suporte biológico para substituir o efeito da nicotina ou limpar os pulmões.
Lobélia (Lobeline): Frequentemente chamada de "nicotina herbal". Embora menos estudada que os fármacos, tem uma estrutura química que engana os recetores cerebrais, reduzindo a satisfação obtida com o cigarro.
Taxa de Sucesso: Difícil de quantificar isoladamente, mas é considerada uma excelente terapia de suporte, aumentando o sucesso de outras técnicas em cerca de 15%.
Comparativo de Taxas de Sucesso (Alternativo vs. Farmacológico)
Técnica / Medicamento | Taxa de Sucesso (Curto Prazo) | Observação Científica |
Auriculoterapia | 70% - 85% | Altíssima eficácia na gestão dos "sintomas de abstinência" |
Acupuntura | 25% - 35% | Foco no equilíbrio emocional e stress. |
Vareniclina (Champix) | 44% | O fármaco mais eficaz, mas com químicos. |
Citisina (Dextasin) | 25% | Origem vegetal, ciclo de 25 dias. |
Nota Crítica: É importante salientar que as taxas de 70-85% na auriculoterapia focam na eficácia em eliminar o sintoma de abstinência física nos primeiros dias, enquanto os estudos de medicamentos focam muitas vezes na abstinência contínua após 6 a 12 meses, onde todas as terapias enfrentam o desafio da recaída psicológica.
4. Efeitos Secundários da Medicação Farmacológica
Embora a medicação para deixar de fumar seja uma ferramenta poderosa, o seu corpo passará por um processo de ajuste químico à ausência da nicotina e à presença de novas substâncias. É crucial distinguir o que é um efeito do medicamento e o que é o "síndrome de abstinência" (irritabilidade, fome, ansiedade).
Aqui estão os efeitos secundários específicos de cada opção mencionada, baseados nas respetivas bulas e estudos clínicos:
Citisina (Dextasin / Xistab)
Por ser um tratamento mais curto (apenas 25 dias), é geralmente bem tolerado, mas pode causar:
Gastrointestinais: Alterações no apetite (aumento de peso), boca seca, náuseas e dores abdominais.
Sistema Nervoso: Dores de cabeça, tonturas e alterações de humor.
Sono: Dificuldade em adormecer ou sonolência durante o dia.
Cardiovasculares: Ligeiro aumento da frequência cardíaca (taquicardia).
Vareniclina (Champix)
Este medicamento atua diretamente nos recetores cerebrais, o que pode provocar:
Distúrbios do Sono: Sonhos muito vívidos, anormais ou pesadelos (um dos efeitos mais reportados).
Náuseas: Ocorrem em cerca de 30% dos utilizadores, embora tendam a diminuir com o tempo.
Saúde Mental: Em casos específicos, pode causar depressão, agitação ou pensamentos suicidas.
Atenção: Se notar alterações de comportamento invulgares, deve interromper o uso e contactar o médico imediatamente.
Bupropiona (Bupopriom / Zyban)
Por ser originalmente um antidepressivo, os seus efeitos são distintos:
Insónia: É o efeito mais comum (muitas vezes evita-se tomando a segunda dose ao meio-dia e não à noite).
Boca Seca e Alterações no Paladar: Frequentemente acompanhados de sede.
Risco de Convulsões: É um efeito raro, mas grave. Por isso, é contraindicado para pessoas com historial de epilepsia ou distúrbios alimentares (anorexia/bulimia).
Reações Alérgicas: Erupções cutâneas ou prurido.
Niquitin e Terapia de Substituição de Nicotina (TSN)
Aqui os efeitos variam conforme o formato:
Adesivos: Irritação no local da aplicação, vermelhidão ou comichão.
Pastilhas/Gomas: Soluços, irritação na garganta, azia ou flatulência.
Geral: Palpitações se a dose de nicotina for demasiado alta para o seu perfil de fumador.
Efeitos Secundários das Terapias Alternativas (Auriculoterapia e Acupuntura)
Uma das maiores vantagens das terapias como a auriculoterapia ou o choque na orelha para deixar de fumar é a quase total ausência de efeitos secundários sistémicos (que afetam órgãos internos).
Auriculoterapia / Choque na orelha: Pode causar uma leve sensibilidade no pavilhão auricular, pequeno hematoma no local do ponto ou sensação passageira de formigueiro. Não interfere com outros medicamentos que esteja a tomar.
Acupuntura. : Possível relaxamento extremo ou sonolência logo após a sessão, e raramente pequenos hematomas onde as agulhas foram inseridas.
Resumo Comparativo dos Efeitos Secundários dos diferentes métodos para deixar de fumar
Tipo de Tratamento | Gravidade de Efeitos | Principais Riscos |
Citisina | Ligeira/Moderada | Desconforto gástrico e tonturas. |
Vareniclina | Moderada | Sonhos vívidos e náuseas fortes. |
Bupropiona | Moderada/Alta | Insónia e risco de convulsão (raro). |
Auriculoterapia | Nula/Mínima | Sensibilidade local na orelha. |
Qual o Melhor Caminho para si?
Não existe uma solução única. As terapêuticas alternativas são mais económicas e também mais seguras pois possuem menos efeitos secundários. Por outro lado a medicação para deixar de fumar (foco físico) é mais publicitada e ao público em geral pode parecer mais facil de seguir. A auriculoterapia ou o choque na orelha (com foco no sistema nervoso e ansiedade) é uma fórmula de sucesso, que tem funcionado para milhares de fumadores.
Importante: Antes de iniciar qualquer tratamento, consulte o seu médico ou profissional de saúde. O acompanhamento profissional é o fator que mais aumenta a probabilidade de se manter livre do tabaco a longo prazo.
Conclusão
Deixar de fumar é um processo. Quer escolha o caminho farmacológico com o Dextasin ou Champix, quer prefira a abordagem natural da acupuntura ou auriculoterapia (choque na orelha), o importante é começar hoje. A ciência prova que, com ajuda, as suas chances de sucesso são até 4 vezes maiores do que tentar sozinho.
Bibliografia e estudos ciêntificos consultados:
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