O cancro oral não faz quarentena

O cancro oral é frequentemente diagnosticado numa fase tardia, o que contribui para aumentar as suas taxas de incidência, alerta a Ordem dos Médicos Dentistas




De forma a contribuir para a deteção precoce e diagnóstico deste tipo de cancro, investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), realizaram um estudo que foi distinguido com o prémio “Melhor Comunicação Oral em Investigação Clínica” pela Sociedade Portuguesa de Genética Humana (SPGH). A pandemia de covid-19 veio agravar a situação da saúde oral em Portugal, dificultando ainda mais o acesso à medicina dentária. Note-se que, segundo o Barómetro da Saúde Oral de 2019, mais de 30% dos portugueses não vai ao dentista ou só o faz em caso de urgência e quase 10% não tem qualquer dente. Os dados recolhidos indicam ainda que 24,8% só procura o dentista em caso de urgência. Uma das consequências graves desta situação é o diagnóstico tardio do cancro oral, bem como o desenvolvimento de recidivas e de metástases. O estudo “Cell-free DNA: A Tool for The Diagnosis and Follow-up of Oral Cancer?” desenvolvido por uma equipa multidisciplinar da FMUC, com a colaboração do Serviço de Cirurgia Maxilofacial do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), explora o potencial das biópsias líquidas no diagnóstico e na monitorização de doentes com cancro oral. Considerando que , “as taxas de incidência e de sobrevivência do cancro oral permanecem preocupantes, principalmente devido ao seu diagnóstico tardio e ao frequente desenvolvimento de recidivas e metástases”, os investigadores notam: “As biópsias líquidas, que consistem na deteção de componentes derivados dos tumores, incluindo ADN tumoral em circulação (do inglês ctDNA) em biofluidos, como o sangue e a urina, surgiram recentemente como uma potencial abordagem não invasiva ou minimamente invasiva para a deteção precoce, o diagnóstico e a monitorização de doentes oncológicos”. De forma a explorar o potencial das biópsias líquidas no diagnóstico e na monitorização de doentes com cancro oral, os investigadores procederam à “monitorização das concentrações de ADN livre em circulação no plasma e na urina durante o acompanhamento clínico de doentes com diagnóstico de cancro oral, avaliando e comparando o perfil mutacional do ctDNA e do tecido tumoral correspondente por sequenciação de nova geração (do inglês, NGS)”. Segundo os autores deste estudo, a identificação de “mutações específicas em alguns genes revelou que as biópsias líquidas podem ser uma fonte de informação relativamente ao perfil genético dos tumores e à resposta à terapêutica no cancro oral. Os resultados obtidos revelam que é possível isolar ctDNA de plasma e urina destes doentes e que a análise integrada de biópsias líquidas e de tecido permite uma caracterização mais abrangente do perfil do tumor”

O que é o Cancro Oral? Segundo a Classificação Internacional de Doenças, o cancro oral define-se como o conjunto de tumores malignos que afetam qualquer localização da cavidade oral, dos lábios à garganta, (incluindo as amígdalas e a faringe). A sua localização mais comum é no pavimento da boca (mucosa abaixo da língua), bordo lateral da língua e no palato mole. Mais de 90% destes cancros são designados por carcinomas afetando o epitélio da mucosa oral. O cancro oral é mais frequente nos homens com mais de 45 anos, aumentando consideravelmente até aos 65 anos. Entre os principais fatores de risco, contam-se o tabaco e o álcool. Estima-se que oito em 10 doentes com diagnóstico de cancro oral consumam ou tenham consumido tabaco. Os sintomas mais frequentes dos carcinomas da cavidade oral são manchas geralmente brancas ou avermelhadas ou úlceras que não cicatrizam. Inicialmente, a maioria destas lesões é indolor. Prevenção À semelhança do que se observa com outros tumores malignos, a prevenção do cancro oral passa, primeiro, pela adoção de um estilo de vida saudável, sem tabaco, com diminuição do consumo de álcool e uma alimentação rica em vegetais e frutas. O hábito da consulta ao médico dentista (duas vezes por ano) é essencial para a prevenção do cancro oral (e das restantes doenças da boca), permitindo o diagnóstico precoce das lesões malignas. Vigie a saúde da sua boca porque o cancro oral não faz quarentena, recomendam os médicos dentistas. Consulte a versão eletrónica do livro Intervenção Precoce no Cancro Oral (PDF, 6MB) que a Ordem dos Médicos Dentistas realizou em colaboração com a Direção-Geral da Saúde.


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